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Sermões sobre o
domingo, 16
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Homilia atribuída a
Eusébio de Alexandria (fim do sec, V)
Sermões sobre o domingo, 16, 1-2; Pg 86, 416-421
O Sábado torna-se o primeiro dia da nova criação
A semana comporta evidentemente sete dias: Deus deu-nos seis para
trabalharmos, e deu-nos um para rezarmos, repousarmos e para nos
libertarmos
dos nossos pecados... Vou expor-te as razões pelas quais a tradição de
guardarmos o domingo e de nos abstermos de trabalhar nos foi transmitida.
Quando o Senhor confiou o sacramento aos discípulos, «tomou o pão,
abençoou-o, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: “ Tomai e comei,
este é o meu corpo entregue por vós em remissão dos pecados”». Da mesma
forma, deu-lhes o cálice dizendo: «Bebei todos, este é o meu sangue, o
sangue da Nova Aliança, derramado por vós e pela multidão em remissão dos
pecados. Fazei isto em memória de mim» ( Mt 26, 26s; 1Co 11,24)
O dia santo de domingo é pois aquele em que se faz memória do Senhor. Por
isso é que se lhe chama «o dia do Senhor». E ele é como o senhor dos dias.
Com efeito, antes da Paixão do Senhor, não era chamado «Dia do Senhor», mas
«primeiro dia». Nesse dia, o Senhor estabeleceu o fundamento da
ressurreição, quer dizer que empreendeu a criação; nesse dia, deu ao mundo
as primícias da ressurreiçao; nesse dia, como dissemos, mandou celebrar os
santos mistérios. Esse dia foi, pois, o começo de toda a graça: início da
criação do mundo, início da ressurreição, início da semana. Esse dia que
comporta em si próprio três começos, prefigura a primazia da Santíssima
Trindade.
Fonte:
www.evangelhoquotidiano.org
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