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"et quasi flos rosarum in diebus vernis" (Sir. 50,8) 

 

 

 

MAGISTÉRIO DOS SANTOS - Beata Teresa de Calcutá

 

Uma Coisa Bela para Deus

 

Oração

 

Não há amor maior


Não há amor maior (1)


Um caminho simples
 

 

 

 

 

 

 

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Uma Coisa Bela para Deus

“Digo-vos isto para que a Minha alegria esteja em vós”

A alegria é oração. A alegria é força. A alegria é amor. A alegria é como
uma rede de amor que prende as almas. “Deus ama o que dá com alegria” (2
Co, 9, 7). Quem dá com alegria dá mais. Não há melhor maneira de
manifestarmos a nossa gratidão a Deus e aos homens do que tudo aceitando
com alegria. Um coração ardente de amor é necessariamente um coração
alegre. Não permitais nunca que a tristeza vos invada, a ponto de vos fazer
esquecer a alegria de Cristo ressuscitado.Todos temos um desejo ardente do
céu, onde Deus se encontra. Ora, está nas mãos de todos nós estarmos, desde
já, no céu com Ele, sermos felizes com Ele já neste momento. Mas esta
felicidade imediata com Ele significa amar como Ele ama, ajudar como Ele
ajuda, dar como Ele dá, servir como Ele serve, socorrer como Ele socorre,
permanecer com Ele em todas as horas do dia, tocar o Seu próprio Ser por
trás do rosto da aflição humana.

 

 

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Oração: Procurar o Coração de Deus, com o Irmão Roger

“O seu coração está longe de Mim”

Permitir que o amor de Deus tome inteira e absoluta posse de um coração;
que se torne, para esse coração, como que uma segunda natureza; que o
coração nada deixe entrar em si que seja contrário a ele; que se aplique
continuamente a fazer aumentar este amor de Deus, procurando agradar-lhe em
tudo, não lhe recusando nada do que pede; que aceite como vindo das mãos de
Deus tudo quanto lhe acontece.O conhecimento de Deus produz o amor, e o
conhecimento de si, a humildade. A humildade nada mais é do que a verdade:
“Que tens tu que não hajas recebido?”, pergunta São Paulo (1Cor 4, 7). Se
tudo recebi, que bem tenho que o seja por mim mesma? Convencidos disso,
jamais ergueremos a cabeça de orgulho. Se formos humildes, nada nos
perturbará, nem o louvor nem o opróbrio, porque sabemos o que somos. Se nos
acusarem, não nos sentiremos desencorajados. Se nos proclamarem santos, não
nos colocaremos sobre um pedestal. O conhecimento de nós próprios leva-nos
a pormo-nos de joelhos.
 

 

 

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Não há amor maior

“Jesus, um homem que é alimento”

Quando veio a este mundo, Jesus amou-o de tal maneira que deu a sua vida
por ele. Veio satisfazer a nossa fome de Deus. Como o fez? Transformou-se a
si mesmo em Pão da Vida. Tornou-se pequeno, frágil, desarmado para nós. As
migalhas de pão são tão minúsculas, que um bebé pode mastigá-las, que um
agonizante consegue comê-las. Ele transformou-se em Pão da Vida para saciar
o nosso apetite de Deus, a nossa fome de Amor.Não me parece que tivéssemos
podido amar a Deus se Jesus não se tivesse tornado um de nós. E foi para
nos tornar capazes de amar a Deus que Ele se tornou um de nós em tudo,
excepto no pecado. Criados à imagem de Deus, fomos criados para amar,
porque Deus é amor. Pela sua paixão, Jesus ensinou-nos a perdoar por amor,
a esquecer por humildade. Encontra Jesus e encontrarás a paz.

 

 

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade

Não há amor maior



“As árvores conhecem-se pelos seus frutos”



Se há coisa que sempre nos garantirá o céu, são os actos de caridade e de generosidade com que tivermos preenchido a nossa existência. Saberemos jamais o bem que pode fazer um simples sorriso? Proclamamos que Deus acolhe, compreende, perdoa. Mas somos a prova viva disso que proclamamos? Os outros detectam em nós esse acolhimento, essa compreensão e esse perdão, vivos? Sejamos sinceros nas nossas relações uns com os outros; tenhamos a coragem de nos aceitar uns aos outros tal como somos. Não nos deixemos espantar nem preocupar com os nossos fracassos nem com os fracassos dos outros; antes, vejamos o bem que há em cada um de nós; descubramo-lo, porque todos nós fomos criados à imagem de Deus.



Não esqueçamos que ainda não somos santos, mas que nos esforçamos por sê-lo. Sejamos, pois, extremamente pacientes com os nossos pecados e com as nossas quedas. Não te sirva a língua senão para o bem dos outros, “porque a boca fala da abundância do coração”. Temos de ter alguma coisa no coração para podermos dar; aqueles cuja missão é dar têm primeiro de crescer no conhecimento de Deus.
 

 

 

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Missionárias da Caridade
Um caminho simples

“Eles deram do que lhes sobrava, mas ela, deu do seu nada”

É preciso dar o que vos custa um pouco. Não basta dar apenas aquilo sem o
qual podemos passar mas também aquilo sem o que não podemos ou não queremos
passar, as coisas a que estamos apegados. A vossa dádiva torna-se então um
sacrifício que terá valor aos olhos de Deus… É o que eu chamo o amor em
acção. Todos os dias,vejo crescer este amor, nas crianças, nos homens e nas
mulheres.

Um dia eu descia uma rua; um mendigo aproximou-se de mim e disse-me: “Madre
Teresa, toda a gente te dá presentes; também eu quero dar-te qualquer
coisa. Hoje, recebi apenas vinte e nove cêntimos em todo o dia e quero
dar-tos”. Eu reflecti um momento; se recebo estes vinte e nove cêntimos (o
que não é quase nada), ele arrisca-se a não ter nada para comer esta noite,
e se não os receber, dar-lhe-ei um desgosto. Então estendi as mãos e recebo
o dinheiro. Nunca vi, seguramente, um rosto espelhar tanta alegria como o
daquele homem, tão feliz por ter podido dar um presente à madre Teresa! Era
um enorme sacrifício para ele, que tinha mendigado todo o dia ao sol e
adquirido esta pequena soma com a qual não se podia fazer nada. Mas era
também maravilhoso, porque estas moedas a que ele renunciava tornaram-se
uma fortuna, porque foram dadas com muito amor.
 



Fonte: www.evangelhoquotidiano.org