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O Sacramento do Altar, II, 1
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Baudoin de Ford
(? - cerca de 1190), abade cisterciense
O Sacramento do Altar, II, 1
"Os escribas e os fariseus começaram a detestá-lo terrivelmente"
Os que derramaram o sangue de Cristo não o fizeram para tirar o pecado do
mundo... Mas, inconscientemente, serviram o plano da Salvação. A salvação do
mundo, que se lhe seguiu, não dependia nem do seu poder, nem da sua vontade,
nem da sua intenção, nem do seu acto, mas veio do poder, da vontade, da
intenção, do acto de Deus. Nessa efusão de sangue, com efeito, não era
apenas o ódio dos perseguidores que estava a agir, mas também o amor do
Salvador. O ódio fez a sua obra de ódio, o amor fez a sua obra de amor. Não
foi o ódio mas o amor quem realizou a salvação.
Derramando o sangue de Cristo, o ódio derramou-se a si mesmo, "para que
fossem revelados os pensamentos de grande número de corações" (Lc 2,35).
Também o amor, ao derramar o sangue de Cristo, derramava-se a si mesmo, para
que o homem soubesse quanto Deus o amava: "A ponto de não poupar o seu
próprio Filho" (Ro 8,32). "Porque Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu
Filho único" (Jo 3,16)
Esse Filho único foi oferecido, não porque os seus inimigos venceram, mas
porque ele mesmo o quis. "Tendo amado os seus, amou-os até ao fim" (Jo
13,1). O fim é a morte aceite pelos que se ama: eis o fim de toda a
perfeição, o fim do perfeito amor. "Porque não há maior amor do que dar a
sua vida pelos que se ama" (Jo 15,13)
Fonte:
www.evangelhoquotidiano.org
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