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"et quasi flos rosarum in diebus vernis" (Sir. 50,8) 

 

 

 

MAGISTÉRIO DOS SANTOS - Basílio da Selêucida

 

Sermão 24

 

Homilia sobre o centurião

 

 

 

 

 

 

Basílio da Selêucida [?-c. 468], bispo
Sermão 24

“Ordena que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e o outro à tua esquerda"

Vês a fé desta mulher? Pois bem, considera o momento da sua petição. […] A
cruz estava preparada, a Paixão estava iminente, a multidão dos inimigos
preparava-se já. O Mestre fala da sua morte, os discípulos preocupam-se;
antes mesmo da Paixão, estremecem à simples evocação da sua chegada; o que
ouvem espanta-os e perturba-os. É nesse preciso momento que,
distanciando-se do grupo dos apóstolos, esta mãe pede o Reino, reclama um
trono para seus filhos.Que dizes, mulher? Ouves falar da cruz, e pedes um
trono? Fala-se da Paixão e desejas o Reino? Deixa aos discípulos os seus
temores, as suas preocupações com o perigo. Mas como te ocorreu vires
solicitar tal dignidade? Que elemento, de entre o que foi dito e feito, te
leva a pensar no Reino? […]- Vejo – diz ela – a Paixão, mas prevejo a
Ressurreição. Vejo a cruz erguida e contemplo o céu aberto. Olho os cravos,
mas vejo igualmente o trono. […] Ouvi dizer ao próprio Senhor:
“Sentar-vos-eis em doze tronos” (Mt 19, 28). Vejo o futuro com os olhos da
fé.Parece-me que esta mulher chega mesmo a antecipar as palavras do ladrão
que, da cruz, pronunciou esta oração: “Lembra-te de mim quando estiveres no
teu reino” (Lc 23, 42). Antes da cruz, ela tomou o Reino como objecto da
sua súplica. […] Que desejo perdido na visão do futuro! O que o tempo
escondia, via-o a fé!
 

 

 

Basílio de Selêucia (? - cerca de 468), bispo

Homilia sobre o centurião



"Diz somente uma palavra"



"Senhor, o meu servo está de cama, paralisado, e sofre muito. Embora seja escravo, não é por isso menos homem o que foi atingido por este mal. Não olhes pois para a pequenez do escravo mas antes para a grandeza do mal". Assim falava o centurião. E que lhe diz a Bondade suprema? "Eu vou contigo e cura-lo-ei. Eu que, por atenção aos homens, me fiz homem, eu que vim para todos, não desprezarei ninguém. Cura-lo-ei". Com a rapidez da sua promessa, Cristo aguça a fé: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa". Estás a ver como o Senhor, como se fosse um caçador, fez sair a fé escondida no segredo do coração? "Diz somente uma palavra e o meu servo ficará curado do seu mal, liberto da servidão da sua doença. Porque eu, que estou sujeito a superiores, também tenho soldados à minha ordem e digo a um 'Vai' e ele vai, e a outro 'Vem' e ele vem. Foi deste modo que conheci a força do teu poder: a partir do que tenho, reconheci aquele que me ultrapassa. Vejo os exércitos das curas, vejo os milagres como uma tropa à espera das tuas ordens. Envia-os contra a doença, envia-os tal como eu envio um soldado".





Jesus encheu-se de admiração e disse: "Nunca encontrei tão grande fé em Israel. Este aqui, que era estrangeiro à vocação, que não fazia parte do povo da aliança, que não tinha participado nos milagres de Moisés, que não tinha sido iniciado nas suas leis, que não tinha conhecido as palavras proféticas, este ultrapassou os outros pela sua fé".


Fonte: www.evangelhoquotidiano.org